Escola Básica e Secundária Carolina Michaëlis

Vista aérea do atual edifício, numa imagem captada em 1968.

Sede do Agrupamento de Escolas Carolina Michaëlis

Em 2013/2014 a Escola Secundária passou a sede de Agrupamento, agregando a Escola Básica Irene Lisboa, a Escola Básica Constituição e a Escola Básica Bom Pastor.

Recreio interior da escola

Escultura de Irene Vilar (1930-2008) - Escultora, pintora e medalhista.

BE/CRE

Biblioteca Escolar / Centro de Recursos Educativos

Carolina Wilhelma Michaëlis de Vasconcelos (1851-1925)

Dedicou-se à família e aos amigos e soube inserir-se, como cidadã ativa na sociedade do seu tempo, designadamente através dos esforços desenvolvidos em prol da instrução da mulher e da criança

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quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Cinemar - Festejamos mais uma vez o Mar e o Cinema!

Decorreu na biblioteca, na tarde de quarta-feira - 30 de setembro, a projeção de alguns dos filmes disponibilizados online pelo CINEMAR -- CINEMA PORTUGUÊS DE RELAÇÃO COM O MAR. Alunos e docentes que frequentaram a biblioteca escolar nessa tarde tiveram oportunidade de apreciar, nomeadamente curtas-metragens dos diversos géneros, Ficção, Drama, Animação e Documentário que se estrearam nos últimos anos, apresentando a multiplicidade de expressões que o cinema tem desenvolvido em torno do tema do Mar.

  • O Barco (2024) – Rodolpho Pinotti. Uma ilha remota, uma adolescente e a sua mãe. Um barco chega ao cais, trazendo promessas e desejos. Contra a vontade da mãe, a jovem parte à descoberta do mundo, regressando anos mais tarde com uma vida inteira de paixões e memórias. O filme explora ritos de passagem e as transformações inerentes à vida.
  • Presos na Rede (2025) – Nuno Alves de Lima. O mar profundo constitui a totalidade da área oceânica situada abaixo dos 200 metros de profundidade, onde a luz solar não chega, e é o local mais inacessível da Terra para os seres humanos. Apesar de mal o sabermos, estamos a deixar nele um rasto de destruição com as nossas redes de arrasto, motivadas por uma fome insaciável que tanto prejudica o mar como o nosso próprio património.
  • Quatro em Linha (2025) – Clara Figueiredo. Carolina, Carlota, Clara e Constança são quatro irmãs cujos pais insistem em todos os anos, tirar-lhes a mesma fotografia. Na praia da ilha do Porto Santo, de 2003 a 2024, Clara Figueiredo narra as memórias de infância que associa a cada uma das fotografias, refletindo sobre cada uma das irmãs. “Entre a primeira e a última fotografia, mudaram elas, mudou o mundo, mas não mudou a praia, nem a família.”
  • Língua d’Água (2025) – Stella Horta. Canções de baleias, vocalizações de cagarros, cartas transatlânticas, sinais de rádio. “Língua d’Água” reflete sobre formas mais-do-que-humanas de comunicação. Mariana, nos Açores, e Stella, em Lisboa, trocam ideias e filmam juntas no arquipélago dos Açores.

O Cinemar é organizado pelo Serviço Educativo da Cooperativa Break The Anchor, entidade sem fins lucrativos (Portugal/EUA), em articulação com o PNC – Plano Nacional de Cinema, e conta com outras colaborações, nomeadamente através dos seus espaços de exibição física dos filmes e da realização de atividades, como a da Escola Náutica e de Construção Naval - ApprenticeShop (Rockland, Maine, EUA), da Casa da Saudade Library (New Bedford, Massachusetts, EUA), do Bristol Community College – LusoCentro (Fall River, Massachusetts, EUA), da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada (Ilha de S. Miguel, Açores, Portugal) e do  Museu de Construção Naval (Vila do Conde, Portugal). Conta igualmente com a colaboração da Agência da Curta-Metragem (Festival de Curtas de Vila do Conde), do Projeto Educativo do Doclisboa (Festival Internacional de Cinema Documental), da Comunicar Atitude – Serviço de Produção e Vídeo e da RTP – Rádio e Televisão de Portugal. Todas as sessões são inteiramente gratuitas. Para as escolas e outras entidades culturais e educativas interessadas em participar no evento, alguns dos filmes (legendados em Inglês) estiveram disponíveis durante todo o período da Mostra numa coleção online organizada na plataforma Vimeo com acesso através do Website: CineMar – Break the Anchor – A contemporary urban boat culture

Deste modo pretende-se também sensibilizar para a importância do mar como fonte de ligação entre as culturas, celebrando-se novamente, no período da Mostra, o Dia Marítimo Mundial (24 de setembro de 2026)

CineMar26-Program_GERAL

Edições anteriores


sábado, 6 de junho de 2026

🎵 Ao Som dos “Caixafones”, Celebrámos o Dia Mundial do Ambiente 🌍

No âmbito de um DAC (Domínio de Autonomia Curricular), os alunos de duas turmas do 5.º ano (5Ac e 5Bc) participaram numa atividade dinamizada pela docente de Educação Musical, Conceição Leite, para assinalar o Dia Mundial do Ambiente.

A iniciativa decorreu na biblioteca escolar e teve como principal objetivo sensibilizar a comunidade educativa para a importância da sustentabilidade e da reutilização de materiais. Para o efeito, os alunos apresentaram os seus "caixafones", instrumentos musicais construídos em sala de aula a partir de materiais reaproveitados, demonstrando criatividade, empenho e consciência ambiental.

Durante a atividade, os participantes interpretaram várias peças musicais e canções, proporcionando um momento de aprendizagem, partilha e expressão artística. A biblioteca transformou-se num espaço de celebração da música e do ambiente, evidenciando o trabalho interdisciplinar desenvolvido no âmbito do DAC.

Esta iniciativa permitiu reforçar valores de cidadania ambiental, promover práticas sustentáveis e valorizar o papel da arte e da música na sensibilização para os desafios ambientais da atualidade.

 









sexta-feira, 20 de março de 2026

Exposição Mário Soares: 100 anos

 

No âmbito da Semana da Leitura e assinalando o Dia do Agrupamento, na escola sede do Agrupamento Carolina Michaëlis, de 23 a 27 de março, está patente junto à biblioteca patrimonial_ Salão Nobre, a exposição que assinala o I centenário de nascimento de Mário Soares.







Mário Soares: 100 anos.


Esta exposição circula em itinerância por dezenas de escolas de norte a sul do país, numa ação coordenada pela Fundação Mário Soares e Maria Barroso, em articulação com a Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), no âmbito das comemorações do centenário de nascimento de Mário Soares.


  

 

Para saber mais seguir o link Centenário de Mário Soares - Comissão Comemorativa 50 Anos 25 Abril

Exposição “Mário Soares: 100 anos” percorre escolas de todo o país.


sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Dia Mundial da Música

 

Assinalado, na Biblioteca Escolar, o Dia Mundial da Música com alunos de 2.º ciclo. 

Orientados pela docente de Educação Musical, Conceição Leite, os alunos interpretaram breves trechos musicais. 

Foram desenvolvidas diversas atividades, nomeadamente a interpretação e audição de canções, uma mostra de livros relacionados com a música e a explicação da docente sobre a importância da música na cultura e no quotidiano. Estas atividades proporcionaram momentos de aprendizagem, sensibilização e partilha, despertando o interesse dos alunos pela expressão musical, pela leitura e pelo património cultural, promovendo simultaneamente a participação ativa e o enriquecimento das suas experiências educativas.







sexta-feira, 25 de abril de 2025

E se Abril ainda estivesse por fazer?

Imagina que acordas e, antes de sair de casa, tens de pensar bem no que vais dizer na escola.

Imagina que não podes escolher o livro que queres ler, nem ouvir a música que gostas.

Imagina que o silêncio pesa tanto que até a tua opinião começa a desaparecer.

Agora imagina que, numa madrugada, ouves passos apressados.

E os passos não trazem medo.

Trazem sorrisos.

Trazem flores.

Trazem gritos guardados no peito.

Trazem liberdade.

Essa madrugada aconteceu. Foi a 25 de Abril de 1974.

E não está assim tão longe como parece.

Nessa madrugada, muitos dos que saíram à rua não sabiam o que ia acontecer. Os soldados que ocupavam os quarteis e as estações de rádio tinham ordens, mas tinham também dúvidas. A revolução não nasceu feita — foi sendo construída, passo a passo, por quem acreditava que um país podia ser mais justo, mais livre, mais de todos.

Não foi uma revolução perfeita. Mas foi um começo.

E é esse começo que, todos os anos, celebramos.

Não por hábito.

Mas porque a liberdade — tal como a imaginação — precisa de ser vivida, partilhada, protegida.


Sabias que…

  • Muitos dos jovens militares que lideraram o movimento tinham pouco mais de 20 anos?
  • As pessoas que saíram à rua não sabiam ao certo se seria perigoso — mas foram na mesma?
  • Uma das canções que serviu de senha para a revolução passou na rádio porque o censor, nesse momento, estava distraído?

Poderíamos falar do cravo, claro. Da música. Das imagens que todos conhecem.

Mas Abril é mais do que símbolos.

É memória viva.

E, mais importante ainda: é escolha.

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E hoje?

Hoje, podes partilhar ideias sem medo.

Podes discordar, protestar, criar.

Podes ser quem és.

E se não puderes — então Abril ainda está por fazer.

Por isso, deixamos-te um convite:

Se tivesses vivido essa madrugada, o que terias feito?

E se a liberdade voltasse a estar em risco… como a reconhecerias?

Podes escrever, desenhar, gravar, imaginar.

A biblioteca é o lugar onde a liberdade tem sempre espaço.

Aqui, o futuro também se escreve com cravos.

Para continuar a viver Abril, com olhos e ouvidos atentos:

Celebrar o 25 de Abril também pode ser sentar-se no sofá e ver (ou rever) histórias que contam o que foi essa madrugada — e tudo o que veio depois. Para quem quiser aprofundar, emocionar-se ou apenas conhecer melhor, aqui ficam algumas sugestões:

  • Como era Portugal antes da Democracia? - extratos da série Portugal, um Retrato Social,
de António Barreto e Joana Pontes - Como era Portugal antes da Democracia?

  • As Armas e o Povo (1975, Colectivo Grupo Zero) – Documentário com imagens reais dos dias da revolução, gravado nas ruas de Lisboa. As Armas e o Povo (1975)
  • Torre Bela (1977, de Thomas Harlan) – Um documento único sobre o processo revolucionário no campo, e a ocupação de terras por trabalhadores rurais.

Porque a liberdade também se aprende vendo, ouvindo, pensando — sem que ninguém dite como deve ser comemorada.

Abril é de todos. E está sempre a acontecer.


 

terça-feira, 22 de abril de 2025

DIA DA TERRA 🌍♻

ABRIL é o mês da Terra. E a Terra precisa de ti. Sim, de TI.
Tu que fazes scroll mais rápido que a luz, que dás likes certeiros, que sabes que o mundo
não muda com discursos... mas com AÇÕES.
Sabias que o teu estilo de vida deixa marcas no planeta?
Mas calma... nada de drama! Estamos aqui para te dar o poder de mudar isso.
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#Tod@sJunt@sPorUmaSóTerra

Informação Extra
Artigo sobre sustentabilidade: Descobre a tua pegada de carbono com LifestyleTest! -
Notícias - DECOJovem, Consumidores para o Futuro

 

quinta-feira, 3 de abril de 2025

Camões em notas de flauta e voz

Na biblioteca escolar, viveu-se um momento especial durante a Semana da Leitura. Os alunos do 2.º ciclo, com o apoio da docente Conceição Leite, de Educação Musical, deram vida aos versos de Camões através da música de Zeca Afonso. Com flautas nas mãos e vozes afinadas, encantaram quem assistiu, mostrando que a poesia também se sente e se ouve. Foi uma forma diferente e muito bonita de homenagear o nosso maior poeta, cruzando palavras intemporais com melodias que tocam o coração. Um momento simples, mas cheio de significado, que ficará na memória de todos.
Um agradecimento especial à professora de Educação Musical pelo empenho na preparação da atividade e aos alunos participantes, pelo entusiasmo e talento com que a levaram a cabo.






domingo, 30 de março de 2025

Semana da Leitura 2025 – Camilo Castelo Branco: Coração, Cabeça e Estômago na Literatura

No ano em que se assinala o II Centenário do nascimento de Camilo Castelo Branco (1825-1890), a Biblioteca Escolar junta-se à celebração deste vulto incontornável da literatura portuguesa, integrando as suas obras na programação da Semana da Leitura 2025. Sob o título "Coração, Cabeça e Estômago", evocamos a genialidade de um escritor que, com paixão e ironia, nos deixou um legado literário rico e intemporal.

Camilo Castelo Branco foi um mestre na arte da escrita, capaz de fundir tragédia, romantismo e crítica social em narrativas envolventes. A sua obra mais conhecida, Amor de Perdição, uma das grandes histórias de amor e destino da nossa literatura, servirá de ponto de partida para uma leitura especial na Biblioteca Escolar. Alunos das turmas 11CT3 e 11SE1, acompanhados das professoras de Português e de Filosofia, M. João Torrão e Vera Barbosa, darão voz às apaixonadas cartas trocadas por Simão Botelho e Teresa de Albuquerque, personagens que simbolizam a intensidade e o drama do amor absoluto. A Beatriz Barbosa, a Matilde Cunha e o Martim Rodrigues, do 11SE, e o Martim Silva, do 11CT3 dão voz a Teresa e Simão.

Importa referir que, ainda em fevereiro, durante a Semana dos Afetos (Dia dos Namorados), Camilo Castelo Branco já havia sido evidenciado e assinalado o centenário do seu nascimento. Nessa ocasião, uma aluna de 9.º ano leu “12 Casamentos Felizes” e produziu um texto que foi publicado para marcar essas datas comemorativas.

Para além desta obra icónica, Camilo deixou-nos um vasto conjunto de romances, contos e crónicas que retratam a sociedade portuguesa do século XIX com humor e sensibilidade. Coração, Cabeça e Estômago, obra que inspira o tema das nossas comemorações, é um exemplo da sua mestria ao explorar as três forças que movem o ser humano: a emoção, a razão e os impulsos mais terrenos.

Convidamos todos os alunos a participarem ativamente nesta homenagem a Camilo Castelo Branco, redescobrindo a sua escrita vibrante e atual. Seja pela intensidade das suas paixões, pelo retrato crítico da sociedade ou pelo humor refinado que perpassa muitas das suas obras, a leitura de Camilo continua a ser uma experiência enriquecedora e surpreendente.

Junta-te a nós nesta viagem literária e deixa-te cativar pelo universo camiliano!

 


domingo, 16 de março de 2025

Bicentenário de nascimento de Camilo Castelo Branco

Camilo Castelo Branco teve uma vida atribulada, que lhe serviu muitas vezes de inspiração para as suas novelas. Foi o primeiro escritor de língua portuguesa a viver exclusivamente de seus escritos literários. Apesar de ter de escrever para o público, sujeitando-se assim aos ditames da moda, conseguiu manter uma escrita muito original.
Camilo era conhecido pelo mau feitio. Na Póvoa mostrou outro lado. Conta António Cabral, nas páginas d'«O Primeiro de Janeiro» de 3 de junho de 1890: «No mesmo hotel em que estava Camilo, achava-se um medíocre pintor espanhol, que perdera no jogo da roleta o dinheiro que levava. Havia três semanas que o pintor não pagava a conta do hotel, e a dona, uma tal Ernestina, ex-actriz, pouco satisfeita com o procedimento do hóspede, escolheu um dia a hora do jantar para o despedir, explicando ali, sem nenhum género de reservas, o motivo que a obrigava a proceder assim. Camilo ouviu o mandato de despejo, brutalmente dirigido ao pintor. Quando a inflexível hospedeira acabou de falar, levantou-se, no meio dos outros hóspedes, e disse: — A D. Ernestina é injusta. Eu trouxe do Porto cem mil reis que me mandaram entregar a esse senhor e ainda não o tinha feito por esquecimento. Desempenho-me agora da minha missão. E, puxando por cem mil reis em notas, entregou-as ao pintor. O espanhol, surpreendido com aquela intervenção que estava longe de esperar, não achou uma palavra para responder. Duas lágrimas, porém, deslizaram-lhe silenciosas pelas faces, como única demonstração de reconhecimento.»
 

sábado, 15 de março de 2025

Aniversário de nascimento de Carolina Michaëlis

 

Falo-vos de uma mulher excecional. Na rua da Cedofeita, na cidade do Porto, a casa dos Vasconcelos era um centro onde se reuniam os mais influentes intelectuais do seu tempo, empenhados na vida cívica e no lançamento das bases de um progresso baseado na cultura e na liberdade. A primeira mulher catedrática na Universidade portuguesa nasceu alemã. Veio para Portugal por casamento com um dos grandes intelectuais do século XIX, Joaquim de Vasconcelos, estudioso sobre musicologia, biografia, pintura portuguesa nos séculos XV e XVI, sobre os contactos portugueses com os grandes artistas europeus como Albrecht Dürer, Rafael e Van Eyck, sobre história da ourivesaria, joalharia e cerâmica portuguesas, além da bibliografia crítica da história da literatura portuguesa, sobre Francisco de Holanda, Damião de Góis, Nicolau Clenardo e Duarte Ribeiro de Macedo. No final da década de setenta, Joaquim de Vasconcelos empenhou-se na feitura da Reforma geral do Ensino das Belas-Artes em Portugal (1877-1880). Foi um dos organizadores do Museu Industrial e Comercial do Porto. Enquanto Carolina estudava a evolução da língua, Joaquim de Vasconcelos debruçava-se sobre as raízes flamengas da pintura portuguesa no século de ouro. 


CAMONISTA – Carolina Michaëlis de Vasconcelos (1851-1925)

Carolina Wilhelma Michaëlis de Vasconcelos nasceu em Berlim, a 15 de março de 1851 e faleceu a 16 de novembro de 1925, na cidade do Porto.
Foi uma professora, investigadora e ensaísta nos domínios da filologia, da história literária, dos estudos camonianos, da etnografia e da pedagogia.

Foi a primeira mulher a lecionar numa universidade portuguesa, em Coimbra, e uma das duas primeiras a entrar na Academia das Ciências. Aprofundou as relações literárias luso-germânicas.

Na sequência de uma polémica literária, estabelece uma intensa correspondência com Joaquim de Vasconcelos, com o qual casa em 1876, fixando residência no Porto.

Também abundante foi a sua correspondência com outros romanistas, tal como a constantemente alimentada com o seu conterrâneo Wilhelm Storck (1829-1905), biógrafo, editor e tradutor para alemão da obra camoniana, e Teófilo Braga (1843-1924) que, para além de ter editado as obras completas de Camões, se destacou como promotor das comemorações do tricentenário da morte do Poeta, cujos textos desse período foram reunidos em Camões e o Sentimento Nacional (1891). Recentemente, foi editada a sua Correspondência (2019), com o médico Ricardo Jorge (1858-1939) que colaborou na “revista de estudos portugueses” Lusitânia (1924-25) dirigida por Carolina Michaëlis. Do núcleo editorial faziam ainda parte alguns camonistas como Afonso Lopes Vieira (1878-1946), Agostinho de Campos (1870-1944) e, assegurando também o secretariado da redação, Afonso Lopes Vieira (1878-1946).




Ana Plácido - Teatro

 

No bicentenário de Camilo Castelo Branco, a Jangada Teatro apresenta Ana Plácido, um espetáculo que explora as emoções, dilemas e paixões de uma figura central na vida e obra do escritor.

Num equilíbrio entre narrativa histórica e criação artística, o espetáculo convida o público a refletir sobre os limites entre a literatura e a vida, numa celebração da intemporalidade dos grandes temas camilianos.

À sessão das 16H, no domingo, dia 16 de março, sucede-se uma mesa-redonda, às 18H, moderada por Ana Luísa Fernandes, com Jorge Pinto, Emília Silvestre e Tânia Furtado Moreira.

Fonte: TEATRO — ANA PLÁCIDO #2 - Museu do Porto


sexta-feira, 14 de março de 2025

📬 Cartas no Tempo: Uma Viagem com Raquel Patriarca na Biblioteca de Autores Portuenses ✉️

 

Quem disse que escrever cartas era coisa do século XIX... tinha razão. Mas quem disse que isso é aborrecido, nunca participou numa oficina de escrita com a Raquel Patriarca!

Foi isso mesmo que aconteceu no dia 14 de março, quando os alunos do 7Bc trocaram os livros de gramática por papéis, canetas e muita imaginação. No coração da Biblioteca de Autores Portuenses — onde até as estantes parecem cochichar segredos literários — a escritora Raquel Patriarca guiou uma oficina de escrita que fez voar o tempo (e as ideias!).

A atividade integrou-se nas comemorações do II centenário do nascimento de Camilo Castelo Branco — esse mestre das cartas apaixonadas e dos dramas bem temperados. Raquel começou por nos contar algumas histórias suas, mostrando que a escrita de cartas não é só coisa do passado... é coisa do coração. E com esse coração, lá fomos nós escrever: cartas, postais, bilhetes... uns poéticos, outros engraçados, todos com muito de nós.

🎨 Com papel e caneta em punho (e sem qualquer sinal de emojis ou "lols"), os alunos deram asas à criatividade e escreveram para amigos, familiares, ou até para personagens imaginárias. No final, alguns corajosos leram os seus textos em voz alta — com direito a aplausos e risos cúmplices.

A turma saiu da biblioteca com vontade de escrever mais, talvez até com saudades de uma época em que o correio vinha sem notificação sonora, mas cheio de emoção.

📚 Uma atividade simples, mas cheia de significado. Porque escrever (em papel!) continua a ser uma forma mágica de ligar pessoas — ontem, hoje e, quem sabe, nos próximos duzentos anos.

 

 

 


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Doze casamentos felizes, de Camilo Castelo Branco

Em resposta à solicitação da professora bibliotecária, relacionada com a "Semana dos Afetos" (ver aqui) a aluna Anita Maia (9Cc), por iniciativa própria, decidiu ler o livro "Doze Casamentos Felizes" de Camilo Castelo Branco, disponível para requisição domiciliária na biblioteca escolar.

Na sequência dessa leitura e consulta de outros textos relacionados, para se documentar, entregou na biblioteca o texto que se segue, o qual se encontra afixado nos expositores do corredor da biblioteca.

 Na expectativa que o mesmo sirva de motivação para alargar o conhecimento da obra de Camilo Castelo branco, esta é mais uma iniciativa no âmbito da comemoração do Bicentenário de nascimento de Camilo Castelo Branco (1825-1890).

terça-feira, 3 de dezembro de 2024

Camões: Erros meus, má fortuna, amor ardente

 

No âmbito da disciplina de Português, a turma 9Dc visionou o filme de Leitão de Barros "Camões: erros meus, má fortuna, amor ardente" de Leitão de Barros, na biblioteca, acompanhada da docente de Português, Rute Gonçalves.
Conhecer a biografia do poeta, reconhecer poemas anteriormente estudados, será mais um pretexto, para assinalar o V Centenário deste autor português e divulgar/ promover a leitura da sua obra.

                   Erros meus, má fortuna, amor ardente

                            Erros meus, má fortuna, amor ardente                         Em minha perdição se conjuraram;                         Os erros e a fortuna sobejaram,                         Que pera mim bastava amor somente.                         Tudo passei; mas tenho tão presente                         A grande dor das cousas que passaram,                         Que as magoadas iras me ensinaram                         A não querer já nunca ser contente.                         Errei todo o discurso de meus anos;                         Dei causa [a] que a Fortuna castigasse                         As minhas mal fundadas esperanças.                         De amor não vi senão breves enganos.                         Oh! quem tanto pudesse, que fartasse                         Este meu duro Génio de vinganças!
                        Luís de Camões


sábado, 23 de novembro de 2024

Dia Nacional da Cultura Científica

 

Destaque de títulos relacionados com a Ciência e Tecnologia, na comemoração do Dia Nacional da Cultura Científica, assinalado a 24 de novembro de cada ano.
Instituído por Mariano Gago, então Ministro da Ciência, no dia de nascimento de António Gedeão, pseudónimo de Rómulo de Carvalho, professor e divulgador de ciência.

Realizou-se a Feira de Minerais, dinamizada por docentes de Biologia e  Geologia.

O Concurso Rosa dos Ventos foi dinamizado por docentes de Geografia, cujos trabalhos dos alunos foram expostos na biblioteca escolar.

   


Sugestões de leitura: