Escola Básica e Secundária Carolina Michaëlis

Vista aérea do atual edifício, numa imagem captada em 1968.

Sede do Agrupamento de Escolas Carolina Michaëlis

Em 2013/2014 a Escola Secundária passou a sede de Agrupamento, agregando a Escola Básica Irene Lisboa, a Escola Básica Constituição e a Escola Básica Bom Pastor.

Recreio interior da escola

Escultura de Irene Vilar (1930-2008) - Escultora, pintora e medalhista.

BE/CRE

Biblioteca Escolar / Centro de Recursos Educativos

Carolina Wilhelma Michaëlis de Vasconcelos (1851-1925)

Dedicou-se à família e aos amigos e soube inserir-se, como cidadã ativa na sociedade do seu tempo, designadamente através dos esforços desenvolvidos em prol da instrução da mulher e da criança

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Da curiosidade à descoberta: quando a Ciência começa nas nossas mãos

 

Pode um gesto tão simples como lavar as mãos transformar-se numa experiência científica?

Foi este o desafio lançado aos alunos das turmas de Ciências Naturais, que participaram num workshop desenvolvido, no tempo letivo de cada turma, no âmbito do projeto Cientificamente Provável, numa atividade que cruzou ciência, saúde, matemática e pensamento crítico.

Com o entusiasmo próprio de quem veste a pele de um verdadeiro investigador, os alunos iniciaram a atividade recolhendo amostras da microbiota existente nas suas mãos. Antes de procederem à lavagem, imprimiram dois dedos numa placa de agar. Depois de uma correta higienização das mãos, repetiram o procedimento numa nova placa, preparando uma investigação que viria a revelar resultados surpreendentes.


Após três dias de incubação, chegou o momento mais esperado: observar o crescimento das colónias de bactérias e descobrir o impacto que uma simples lavagem das mãos pode ter na redução da carga microbiana. Porém, a atividade foi muito além da observação. Cada resultado foi cuidadosamente registado, tratado estatisticamente na disciplina de Matemática e posteriormente analisado e interpretado em Ciências Naturais, numa verdadeira experiência de aprendizagem interdisciplinar.

  

Ao longo do processo, os alunos compreenderam que a ciência não vive apenas de respostas certas, mas também de perguntas bem formuladas, da análise rigorosa dos dados e da capacidade de interpretar resultados, mesmo quando estes não confirmam a hipótese inicial. A discussão dos resultados inesperados constituiu, por isso, um dos momentos mais enriquecedores da atividade, permitindo compreender que o conhecimento científico se constrói através da observação, da reflexão e da argumentação fundamentada.

A componente experimental foi conduzida por uma investigadora, Professora Doutora Isabel Miranda, que através de uma abordagem dinâmica e de uma linguagem acessível, soube despertar a curiosidade dos participantes, promovendo uma interação constante e um ambiente de aprendizagem estimulante. A organização cuidada de toda a logística permitiu que a atividade decorresse de forma exemplar, favorecendo o envolvimento de todos os alunos.

Mais do que aprender sobre microrganismos, os participantes desenvolveram competências essenciais à literacia científica: observar, formular hipóteses, recolher evidências, registar dados, aplicar procedimentos laboratoriais, interpretar informação e comunicar conclusões. Simultaneamente, reforçaram a consciência de que pequenos gestos do quotidiano, como lavar corretamente as mãos, desempenham um papel determinante na prevenção de infeções e na promoção da saúde individual e coletiva.

O entusiasmo vivido ao longo de todo o workshop foi a prova de que a aprendizagem ganha um significado especial quando alia o conhecimento à experimentação. A curiosidade transformou-se em descoberta, a teoria ganhou vida no laboratório e a ciência revelou-se, uma vez mais, como um poderoso instrumento para compreender o mundo.

Porque é precisamente este o espírito do projeto Cientificamente Provável: aproximar a escola da investigação científica, despertar o gosto pelo conhecimento e mostrar aos alunos que fazer ciência é, acima de tudo, aprender a observar, a questionar e a pensar.

Parabéns a todos os alunos pela participação empenhada e à investigadora pela excelência da dinamização desta atividade, que ficará certamente na memória de todos como uma experiência de aprendizagem verdadeiramente marcante.

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Turmas participantes: 7Ac (21 alunos), 7Bc (27 alunos), 7Cc (28 alunos), 7Dc (28 alunos); 7Ai (22 alunos), 7Bi (20 alunos), 7Ci (19 alunos)

Projeto: Cientificamente Provável

Unidade de investigação parceira: Departamento de Cirurgia e Fisiologia | Department of Surgery and Physiology; RISE-Health | Clinical and Translational Research in Cardiovascular Diseases - Faculdade de Medicina da Universidade do Porto

Investigadora: Professora Doutora Isabel Miranda

Disciplinas envolvidas: Ciências Naturais e Matemática

Docentes envolvidos: Amélia Cardoso; Isabel Pedro; Eugénia Pereira; Rita Rebouta; José Rodrigues e Emília Ferreira

Palavras-chave: Ciência, Investigação, Literacia Científica, Saúde, Higiene das Mãos, Trabalho Experimental, Biblioteca Escolar.

terça-feira, 16 de junho de 2026

📚 Enquanto a leitura era avaliada, o gosto por ler era cultivado

 

Na Biblioteca Escolar, cada momento foi uma oportunidade para aprender.
Cada envelope escondia uma surpresa.
Aos pares, foram conhecendo as histórias que habitavam os livros selecionados pela professora bibliotecária.
Entretanto foram preparando a apresentação desse livro à turma, em momento posterior.
Enquanto decorria a Prova de Diagnóstico da Fluência Leitora, na sala de aula, os alunos de 2.º ano participaram em atividades lúdicas e educativas, na biblioteca escolar, que reforçaram o prazer de ler, explorar e descobrir. Porque formar leitores é também criar experiências significativas à volta dos livros.
A Biblioteca Escolar é um espaço vivo de aprendizagem.







sábado, 6 de junho de 2026

🎵 Ao Som dos “Caixafones”, Celebrámos o Dia Mundial do Ambiente 🌍

No âmbito de um DAC (Domínio de Autonomia Curricular), os alunos de duas turmas do 5.º ano (5Ac e 5Bc) participaram numa atividade dinamizada pela docente de Educação Musical, Conceição Leite, para assinalar o Dia Mundial do Ambiente.

A iniciativa decorreu na biblioteca escolar e teve como principal objetivo sensibilizar a comunidade educativa para a importância da sustentabilidade e da reutilização de materiais. Para o efeito, os alunos apresentaram os seus "caixafones", instrumentos musicais construídos em sala de aula a partir de materiais reaproveitados, demonstrando criatividade, empenho e consciência ambiental.

Durante a atividade, os participantes interpretaram várias peças musicais e canções, proporcionando um momento de aprendizagem, partilha e expressão artística. A biblioteca transformou-se num espaço de celebração da música e do ambiente, evidenciando o trabalho interdisciplinar desenvolvido no âmbito do DAC.

Esta iniciativa permitiu reforçar valores de cidadania ambiental, promover práticas sustentáveis e valorizar o papel da arte e da música na sensibilização para os desafios ambientais da atualidade.