Escola Básica e Secundária Carolina Michaëlis

Vista aérea do atual edifício, numa imagem captada em 1968.

Sede do Agrupamento de Escolas Carolina Michaëlis

Em 2013/2014 a Escola Secundária passou a sede de Agrupamento, agregando a Escola Básica Irene Lisboa, a Escola Básica Constituição e a Escola Básica Bom Pastor.

Recreio interior da escola

Escultura de Irene Vilar (1930-2008) - Escultora, pintora e medalhista.

BE/CRE

Biblioteca Escolar / Centro de Recursos Educativos

Carolina Wilhelma Michaëlis de Vasconcelos (1851-1925)

Dedicou-se à família e aos amigos e soube inserir-se, como cidadã ativa na sociedade do seu tempo, designadamente através dos esforços desenvolvidos em prol da instrução da mulher e da criança

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Entre pedras, palavras e música: “Memorial do Convento” na biblioteca

 

A convite da professora de Português, Maria João Torrão, e com a entusiástica colaboração da professora de Filosofia, Vera Barbosa, realizou-se, na biblioteca da EBS Carolina Michaëlis, uma sessão de reflexão em torno da perspetiva da arte presente em Memorial do Convento, de José Saramago.

Perante alunos das áreas de Línguas e Humanidades e de Socioeconómicas, a obra foi abordada a partir de um ângulo particularmente inspirador: a música.

Ao longo da comunicação, fomos desafiados a olhar o romance como se de uma composição musical se tratasse — feita de ritmos, pausas, harmonias, contrapontos e vozes que se cruzam entre a pedra do convento e o voo da passarola, entre o peso da História e a leveza da criação humana.

A sessão revelou-se um verdadeiro momento de encontro entre Literatura, Filosofia e Arte, deixando alunos e professores profundamente envolvidos numa reflexão simultaneamente estética, histórica e humana.

No centro do espaço, uma mesa simbólica ajudava a traduzir visualmente o espírito da atividade: a pedra evocava a matéria e o esforço da construção humana; o livro representava a palavra e a criação literária; a caixa de madeira sugeria a estrutura, a memória e a arquitetura do pensamento; a luz, por sua vez, simbolizava o conhecimento, o diálogo e a procura de sentido.

Mais do que uma simples atividade letiva, esta sessão transformou a biblioteca num espaço vivo de pensamento, escuta e partilha — um lugar onde a literatura continua a interpelar o presente e a convocar diferentes formas de compreender o humano.

Porque há obras que permanecem. E há conversas que, tal como a passarola, continuam a voar muito para além do momento em que acontecem.

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Para apreciar a música de Domenico Scarlatti, um excerto (Fandango) - Orquestra Sem Fronteiras com direção de Martim Sousa Tavares (neto de Sophia de Mello Breyner Andresen)


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Pequeno vídeo, a partir do registo de imagens, durante a sessão