Escola Básica e Secundária Carolina Michaëlis

Vista aérea do atual edifício, numa imagem captada em 1968.

Sede do Agrupamento de Escolas Carolina Michaëlis

Em 2013/2014 a Escola Secundária passou a sede de Agrupamento, agregando a Escola Básica Irene Lisboa, a Escola Básica Constituição e a Escola Básica Bom Pastor.

Recreio interior da escola

Escultura de Irene Vilar (1930-2008) - Escultora, pintora e medalhista.

BE/CRE

Biblioteca Escolar / Centro de Recursos Educativos

Carolina Wilhelma Michaëlis de Vasconcelos (1851-1925)

Dedicou-se à família e aos amigos e soube inserir-se, como cidadã ativa na sociedade do seu tempo, designadamente através dos esforços desenvolvidos em prol da instrução da mulher e da criança

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sábado, 15 de março de 2025

Aniversário de nascimento de Carolina Michaëlis

 

Falo-vos de uma mulher excecional. Na rua da Cedofeita, na cidade do Porto, a casa dos Vasconcelos era um centro onde se reuniam os mais influentes intelectuais do seu tempo, empenhados na vida cívica e no lançamento das bases de um progresso baseado na cultura e na liberdade. A primeira mulher catedrática na Universidade portuguesa nasceu alemã. Veio para Portugal por casamento com um dos grandes intelectuais do século XIX, Joaquim de Vasconcelos, estudioso sobre musicologia, biografia, pintura portuguesa nos séculos XV e XVI, sobre os contactos portugueses com os grandes artistas europeus como Albrecht Dürer, Rafael e Van Eyck, sobre história da ourivesaria, joalharia e cerâmica portuguesas, além da bibliografia crítica da história da literatura portuguesa, sobre Francisco de Holanda, Damião de Góis, Nicolau Clenardo e Duarte Ribeiro de Macedo. No final da década de setenta, Joaquim de Vasconcelos empenhou-se na feitura da Reforma geral do Ensino das Belas-Artes em Portugal (1877-1880). Foi um dos organizadores do Museu Industrial e Comercial do Porto. Enquanto Carolina estudava a evolução da língua, Joaquim de Vasconcelos debruçava-se sobre as raízes flamengas da pintura portuguesa no século de ouro. 


CAMONISTA – Carolina Michaëlis de Vasconcelos (1851-1925)

Carolina Wilhelma Michaëlis de Vasconcelos nasceu em Berlim, a 15 de março de 1851 e faleceu a 16 de novembro de 1925, na cidade do Porto.
Foi uma professora, investigadora e ensaísta nos domínios da filologia, da história literária, dos estudos camonianos, da etnografia e da pedagogia.

Foi a primeira mulher a lecionar numa universidade portuguesa, em Coimbra, e uma das duas primeiras a entrar na Academia das Ciências. Aprofundou as relações literárias luso-germânicas.

Na sequência de uma polémica literária, estabelece uma intensa correspondência com Joaquim de Vasconcelos, com o qual casa em 1876, fixando residência no Porto.

Também abundante foi a sua correspondência com outros romanistas, tal como a constantemente alimentada com o seu conterrâneo Wilhelm Storck (1829-1905), biógrafo, editor e tradutor para alemão da obra camoniana, e Teófilo Braga (1843-1924) que, para além de ter editado as obras completas de Camões, se destacou como promotor das comemorações do tricentenário da morte do Poeta, cujos textos desse período foram reunidos em Camões e o Sentimento Nacional (1891). Recentemente, foi editada a sua Correspondência (2019), com o médico Ricardo Jorge (1858-1939) que colaborou na “revista de estudos portugueses” Lusitânia (1924-25) dirigida por Carolina Michaëlis. Do núcleo editorial faziam ainda parte alguns camonistas como Afonso Lopes Vieira (1878-1946), Agostinho de Campos (1870-1944) e, assegurando também o secretariado da redação, Afonso Lopes Vieira (1878-1946).




terça-feira, 1 de setembro de 2015

Carolina Michaëlis e o Cancioneiro da Ajuda, hoxe


Como se lê na introdução:
A comezos do ano 2003, o Centro Ramón Piñeiro para a Investigación en Humanidades decidiu conmemorar o inmediato centenario da publicación por Dona Carolina Michaëlis de Vasconcelos da súa monumental edición e estudo do Cancioneiro da Ajuda organizando un volume que pasase revista ao que se avanzara nesta centuria no coñecemento da primeira compilación da lírica trobadoresca galego-portuguesa.
Para ler mais clicar na imagem para aceder ao documento.