Escola Básica e Secundária Carolina Michaëlis

Vista aérea do atual edifício, numa imagem captada em 1968.

Sede do Agrupamento de Escolas Carolina Michaëlis

Em 2013/2014 a Escola Secundária passou a sede de Agrupamento, agregando a Escola Básica Irene Lisboa, a Escola Básica Constituição e a Escola Básica Bom Pastor.

Recreio interior da escola

Escultura de Irene Vilar (1930-2008) - Escultora, pintora e medalhista.

BE/CRE

Biblioteca Escolar / Centro de Recursos Educativos

Carolina Wilhelma Michaëlis de Vasconcelos (1851-1925)

Dedicou-se à família e aos amigos e soube inserir-se, como cidadã ativa na sociedade do seu tempo, designadamente através dos esforços desenvolvidos em prol da instrução da mulher e da criança

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

O lugar do SILÊNCIO na Filosofia

 

No dia 26 de fevereiro, a biblioteca escolar Carolina Michaëlis fez-se representar na conferência sobre "O lugar do SILÊNCIO na Filosofia", na pessoa da sua professora bibliotecária.
O convite partiu do Instituto de Filosofia da UP, para a docente Vera Barbosa, realizar na Faculdade de Letras, uma conferência dirigida a alunos do Mestrado em Filosofia.

Importa destacar aqui o excelente desempenho da oradora com uma comunicação muito envolvente e reflexão interessante sobre o papel do silêncio no quotidiano.

Partindo desta conferência e com referência a autores como Byung-Chul Han e Yuval Harari, poder-se-á fazer uma breve reflexão sobre a temática.

Vivemos rodeados de ruído. Não apenas o ruído sonoro, mas o ruído permanente da informação, da urgência e da necessidade constante de presença. O silêncio tornou-se quase uma anomalia no quotidiano contemporâneo — um espaço vazio que rapidamente tentamos preencher com notificações, opiniões, imagens ou distrações.

Talvez seja precisamente por isso que falar sobre o silêncio hoje seja tão necessário.

Ao refletirmos sobre o silêncio, percebemos que ele não representa ausência, mas possibilidade. Possibilidade de escuta, de contemplação e de consciência. Numa sociedade orientada para a produtividade e para a exposição permanente, o silêncio surge quase como um gesto de resistência. Parar, desligar, não reagir imediatamente — tudo isso parece contrariar a lógica acelerada do nosso tempo.

Byung-Chul Han alerta frequentemente para o desgaste provocado pelo excesso de estímulos e pela incapacidade contemporânea de permanecer em contemplação. Perdemos, pouco a pouco, a capacidade de estar em silêncio sem ansiedade. O vazio assusta-nos porque nos confronta connosco próprios. No entanto, é precisamente nesse espaço silencioso que o pensamento ganha profundidade e que a experiência humana se torna mais autêntica.

Também Yuval Harari sublinha que, num mundo dominado por algoritmos, dados e inteligência artificial, o maior risco pode ser o afastamento de nós mesmos. Se estamos constantemente ocupados a consumir informação exterior, deixamos de ouvir a única voz que nenhuma tecnologia pode substituir: a consciência interior.

O silêncio, nesse sentido, não é fuga ao mundo. É condição para compreendê-lo melhor. Há perguntas importantes que só emergem no silêncio.

  • Quem somos quando o ruído termina?
  • O que permanece quando deixamos de representar continuamente versões de nós próprios?
  • Conseguimos ainda distinguir entre aquilo que desejamos verdadeiramente e aquilo que apenas absorvemos do fluxo incessante à nossa volta?

Talvez recuperar o silêncio seja, hoje, uma forma de recuperar humanidade.

E talvez uma das maiores formas de liberdade contemporânea seja, simplesmente, conseguir parar para escutar.

De Byung-Chul Han, um dos títulos mais pertinentes para esta temática é:

  • A Sociedade do Cansaço — uma reflexão muito forte sobre o excesso de desempenho, hiperatividade e esgotamento na sociedade contemporânea, onde o silêncio e a contemplação acabam por perder espaço.

Também poderá ser muito interessante:

  • A Sociedade da Transparência — aborda a obsessão contemporânea pela exposição, comunicação permanente e eliminação do mistério e da interioridade.

De Yuval Noah Harari, o livro que talvez dialogue mais diretamente com esta reflexão é:

  • 21 Lições para o Século XXI — especialmente pelas reflexões sobre distração digital, inteligência artificial, excesso de informação e a necessidade de autoconhecimento num mundo acelerado.

E ainda:

  • Homo Deus — onde questiona o impacto da tecnologia na consciência humana e no sentido da experiência interior.

Bibliografia breve

  • A Sociedade do Cansaço. Lisboa: Relógio D’Água.
  • A Sociedade da Transparência. Lisboa: Relógio D’Água.
  • 21 Lições para o Século XXI. Lisboa: Elsinore.
  • Homo Deus. Lisboa: Elsinore.
  • Sapiens: História Breve da Humanidade. Lisboa: Elsinore. 
Num tempo saturado de ruído, recuperar o silêncio pode ser uma das formas mais profundas de preservar a liberdade interior.




sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Concurso Escolar Nacional de Leitura “Vale a Pena Ler!”

 

É com muito prazer que a Fundação Jorge Álvares anuncia o lançamento do Concurso Escolar Nacional de Leitura “Vale a Pena Ler!”, destinado a alunos do 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico e do Ensino Secundário.

Esta iniciativa é uma oportunidade única para estimular o gosto pela leitura, a expressão criativa e a divulgação literária.

O concurso baseia-se nos quatro livros da Coleção “Portugueses no Oriente” (e-Books), da autoria de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada — 

  • “Camões no Oriente” 
  • “Encontros na Cidade Proibida”,
  • “Navio Mistério - A Nau do Trato” e
  • “Missão Impossível”

 — todos editados pela Fundação Jorge Álvares e disponíveis na Biblioteca Digital da Fundação Jorge Álvares, podendo ser descarregados gratuitamente em formato PDF, EPUB ou MOBI.

Os alunos são desafiados a escolher uma das referidas obras e a realizar um trabalho individual, em formato vídeo ou podcast, com duração máxima de 6 minutos, no contexto escolar e com acompanhamento de um(a) professor(a) responsável.

A edição de 2026 está aberta a escolas de Portugal Continental e das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, com submissão digital dos trabalhos através da Biblioteca Digital da Fundação Jorge Álvares. O período de candidaturas decorre entre 15 de março e 23 de abril de 2026, antecedendo a Semana da Leitura e encerrando no Dia Mundial do Livro.

Informamos ainda que a Biblioteca Digital da Fundação Jorge Álvares foi recentemente atualizada, contando agora com nova interface gráfica, reorganização funcional e destaque para novidades editoriais, tornando a plataforma mais clara e dinâmica para alunos e professores.

O novo livro digital “Camões no Oriente”, inserido em dezembro de 2025 na Biblioteca Digital, integra a Coleção do Concurso e permite aos alunos conhecer episódios da vida de Luís de Camões na Índia, Macau e China do século XVI, combinando narrativa de aventura com informação histórica.

Para mais informações sobre o regulamento e inscrição, consulte a página do concurso: Concurso de Leitura “Vale a pena ler!”.

Para saber mais 

Regulamento do concurso

Biblioteca Digital


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Cinema na Biblioteca - Semana dos afetos

 

Propostas do Plano Nacional de Cinema para a Semana dos Afetos.

À semelhança de anos anteriores, o PNC propõe às escolas celebrar os afetos através de diferentes narrativas cinematográficas. Neste ano vamos conhecer melhor a estética e a emotividade das propostas dos realizadores japoneses Mamoru Hosoda e Makoto Shinkai e mergulhar em temas de afeto e amor, sacrifício e força da natureza, como só o cinema japonês consegue retratar.

Embora seja uma releitura de "A Bela e o Monstro", o filme Belle aborda sentimentos de empatia e afeto, no mundo virtual e no real. A protagonista, Suzu, é uma adolescente em sofrimento pela dor da morte da mãe. No filme, o afeto não é apenas romântico; os sentimentos e o amor pelos outros são as forças que permitem a Suzu encontrar-se superar o luto. Belle é um belo filme de animação sobre essa possibilidade de superar traumas, recuperar a autoestima e melhorar a relação com o mundo através dos afetos.

No filme O Tempo Contigo, o romance, a fantasia e a ligação emocional entre os protagonistas são elementos marcantes. Hodaka é um jovem que vai para Tóquio e aí encontra Hina, uma rapariga que tem o poder de fazer parar a chuva. Hodaka e Hina desenvolvem uma relação emocional e através da sua história aprendemos que os laços humanos e os sentimentos são elementos fundamentais para a sobrevivência de um ser humano.





segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Palavras que abraçam

E se os afetos falassem?

A partir da próxima sexta-feira, a biblioteca gostaria de expor textos sobre os afetos.
É apenas um convite para escreveres algo que sintas ou que gostes. Podes usar um pseudónimo.
Se quiseres, participa.

Podes escrever sobre:
– Alguém importante para ti;
– Um momento que te marcou;
– Algo que gostavas de dizer, mas nunca disseste;
– Uma frase de um livro que te fez sentir ...

Escreve livremente, assina com um pseudónimo
e deposita o teu texto na caixa que se encontra no balcão da biblioteca.

As palavras também sentem. Partilha as tuas!

Encontram-se expostos na estante "Destaques", à entrada da biblioteca escolar, vários títulos do fundo documental, que poderão ser boas propostas de leitura para te ajudar nessa tarefa.

Boas Leituras ... com afeto.