quarta-feira, 14 de março de 2018

Carolina Michaëlis de Vasconcelos


De Fausto ao casamento

Em 1872, foi publicada a tradução do Fausto, de Goëthe, feita por António Feliciano de Castilho, que gozava de grande reputação como educador e escritor. O jovem Joaquim de Vasconcellos insurgiu-se contra os erros e a forma menos cuidada de tratar uma obra universal. Estalou a polémica. Uns posicionaram-se a favor do velho escritor e outros, do lado do jovem Vasconcellos. Certo é que saíram à liça escritores como Camilo Castelo Branco, Pinheiro Chagas, Antero de Quental, Adolfo Coelho e muitos outros. Foi tal a repercussão do caso, conhecido por" Questão do Fausto". Carolina Michaëlis, com pouco mais de vinte anos, tomou conhecimento dele e resolveu escrever uma carta a Joaquim de Vasconcelos. Este respondeu. E sucederam-se outras cartas. Joaquim foi diversas vezes a Berlim, onde gostava de se passear com o seu capote alentejano. Depressa descobriram haver, entre ambos, mais do que afinidades pelas coisas da cultura portuguesa.
Em Março de 1876, casaram em Berlim. Depois de uma viagem de núpcias pela Europa, foram viver para o Porto, para a Rua de Cedofeita. Viveram no n° 150 e depois no n° 159, onde a Câmara Municipal mandou colocar uma placa evocativa, recordando que ali viveu a insigne mestra.


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